Os trabalhadores bancários exercem a sua actividade durante longos períodos de tempo em que estão sentados em frente a um computador. Para que possam manter os níveis de concentração é muito importante fazer com que se sintam confortáveis para poderem realizar as tarefas que desempenham de forma mais produtiva e eficiente, evitando desta forma problemas de saúde como dores, lesões e fadiga.
A ergonomia, antes de mais, é uma atitude profissional que se agrega à prática de uma profissão definida. No mundo do trabalho há quatro preocupações centrais para ergonomia. Essas condições chave são: segurança, saúde, eficiência e a produtividade.
A questão ergonómica passou a ser uma preocupação constante das empresas, a partir do momento em que foi identificada como uma das maiores causas de absentismo. As consequências desses afastamentos, além do aumento de custos directos e indirectos elevados, tem contribuido para a queda da qualidade de vida dos trabalhadores, já que são bem conhecidos os efeitos psicológicos e sociais daqueles que sofrem de doenças causadas pela inadequabilidade dos postos de trabalho, que impõem ritmos repetitivos, posições antiergonómicas, entre outros múltiplos factores de riscos potenciais.
Ignorar a aplicação dos princípios ergonómicos no mundo do trabalho pode resultar em repercussões muito sérias, que não se ficam pelos danos causados nos trabalhadores. O próprio Banco pode sofrer ao nível da produtividade e ao nível da motivação dos seus trabalhadores.
Em todas as instalações do Banco BPI, os computadores, nomeadamente o teclado e o rato, exigem grande preocupação para minimizar o impacto do cansaço e do desconforto que estes podem causar. No entanto, há outros aspectos que também são fundamentais para manter a eficácia do trabalho, nomeadamente, o mobiliário, a temperatura ambiente, o ruído e a iluminação.
Alguns exemplos dos problemas ergonómicos que surgem no exercício da actividade bancária: Ecrã incorretamente posicionado, estando demasiado afastado/próximo, alto/baixo ou pouco centrado em relação ao trabalhador; O rato incorretamente posicionado, exigindo que o trabalhador faça um esforço para o utilizar; Cadeiras mal ajustadas, fazendo com que o trabalhador se sente em posições desconfortáveis e pouco naturais; Pausas insuficientes ou actividades monótonas; Equipamento e programas desadequados às tarefas realizadas, causando stress e frustração no trabalhador; Excesso de trabalho.
Existem alguns problemas derivados da falta de Ergonomia: Dores nas costas; Lesões musculares; Fadiga; Problemas de visão.
Mas pode ser relativamente fácil encontrar soluções para os problemas quando estes são bem identificados. Algumas sugestões são: Fornecer aos trabalhadores cadeiras cuja altura pode ser alterada de acordo com as necessidades do utilizador; Retirar possíveis obstáculos existentes debaixo das mesas para criar espaço suficiente para as pernas; Introduzir um sistema de rotação nas tarefas realizadas para evitar a fatiga mental e física; Alterar a posição das secretárias para evitar os reflexos de luz nos ecrãs; Formação sobre as posturas a adoptar na utilização do material informático e sobre as doenças que comportamentos incorrectos podem causar;
O Código de Trabalho, em matéria de higiene e segurança no trabalho dedica alguma atenção a este tema, mas o ideal é começar por proteger-se de más posturas, pois a saúde começa por ser sua.
A organização do trabalho, nomeadamente a distribuição dos turnos (atendimento ao cliente, informática, etc.), deve reger-se por um equilíbrio que respeite os ciclos circadianos dos trabalhadores, devem ser concedidos e respeitados períodos destinados para pausas no trabalho, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida do trabalhador.
O trabalho dos bancários, para além de obrigarem a posições demasiado estáticas, sentadas erradamente e uso errado dos dispositivos electrónicos/digitais, também são causadoras de stress por excesso de uso de meios digitais e falta de pausas para descansar os olhos e a mente.
Assim, sugerimos-lhe uma boa postura ergonómica e alguns exercícios práticos, possíveis de realizar para minimizar os impactos de um trabalho repetitivo.
A questão ergonómica deve ser uma preocupação constante de todos os trabalhadores no Banco BPI.
Por Comissão de Trabalhadores, Março 2018